Iluminação: Bloco Autônomo x Sistema Centralizado

Iluminação: Bloco Autônomo x Sistema Centralizado

Segue abaixo um comparativo de custo entre a montagem de um sistema de iluminação de emergência por meio de blocos autônomos X iluminação através de um sistema centralizado. Como exemplo, suponhamos que a edificação tenha sido projetada com 50 luminárias de emergência:

1) Sistema por meio Bloco autônomo 

  • 50 luminárias autônomas x R$16,80 = R$ 840,00
  • Total………………………………………………….. R$ 840,00

 

2) Sistema por meio do Sistema Centralizado:

  • Central de iluminação = 1 x R$ 590,56 = R$ 590,56
  • Baterias seladas = 2 x R$ 296,64= R$ 593,28
  • Luminárias especiais = 50 x R$ 31,38 = R$ 1.569,00
  • Total…………………………………………………….R$ 2.752,84

Para simular essa montagem usamos a Central de Iluminação de Emergência 24VCC – Potência 1.200W, que suporta as seguintes quantidades de luminárias de 30 led’s especial -12/24VCC.

  • De 01 a 80 luminárias de 30 led’s especial -12/24VCC: –> Utilizar duas baterias de 45 Ampère-Hora.
  • De 81 a 120 luminárias de 30 led’s especial -12/24VCC –> Utilizar duas baterias de 60 Ampère-Hora.
  • De 151 a 2.200 luminárias de 30 led’s especial -12/24VCC–> Utilizar quatro baterias de Ampère-Hora.

OBSERVAÇÕES.:

 1. O dimensionamento acima foi feito somente com a utilização de luminárias de 30led’s – 24VCC. Estas luminárias são as mesmas que são comercializadas no mercado, porém será feita uma adaptação eletrônica na mesma, uma vez que a central de iluminação de emergência funciona com 24VCC.

2. O dimensionamento da central conforme mostrado acima, atende perfeitamente a quantidade de luminárias informadas, porém é imperativo que o projetista leve em conta no dimensionamento do cabo o critério de queda de tensão. Um cabo após a central mal dimensionado poderá não ligar as luminárias nele instaladas em função da falta de observação do referido critério de queda de tensão.

Apesar da diferença de valor de R$ 1.912,84 porque optar pelo Sistema Centralizado de Iluminação de Emergência? 

Objetivando cada vez mais excelência no fornecimento de materiais de prevenção e combate a incêndio aos nossos clientes, sugerimos que optem em seus projetos / instalações, por sistemas centralizados de iluminação de emergência a blocos autônomos, em face de alguns parâmetros que enunciamos abaixo:

a) há aproximadamente 02 (dois) anos vem sendo percebida uma diminuição considerável no padrão de qualidade dos Blocos Autônomos tradicionalmente vendidos no mercado; os problemas que antigamente aconteciam com um percentual muito pequeno,hoje chega à casa dos 40%. É sabido que quase a totalidade dos blocos autônomos que estão a venda no mercado hoje são importados, de preço muito baixo, mas também de qualidade bastante questionável;

b) temos observado um grande número de defeitos de toda natureza: luminária nova que não funciona nada; luminária que após o corte de energia elétrica, não acende; luminária que não funciona quando é feito o teste; luminária que não carrega a bateria,etc.;

c) esta estatística não diz respeito a apenas a um fornecedor, ela é fruto de observação de vários fornecedores que temos trabalhado ao longo dos anos. Então sugerimos em substituição aos Blocos Autônomos, que sejam especificadas Centrais de Iluminação, com os seguintes ganhos para o cliente:

a) índice de confiabilidade muito maior do que a dos blocos autônomos;

b) A tensão elétrica envolvida é mais segura, tendo em vista que a alimentação das luminárias é feita em 12 ou 24 V e não em 127/220 V.

c) A tubulação da fiação de iluminação poderá ser compartilhada com a fiação de detecção e alarme;

d) As luminárias têm vida útil longa uma vez que não têm nenhum dispositivo eletrônico, baterias, etc;

e) A manutenção anual ficará praticamente concentrada na Central.

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Ponto do Incêndio

Sinalização de Emergência

SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA

10 dúvidas frequentes

1) O que é Sinalização de Emergência? Sinalização de emergência é um conjunto de placas fotoluminescentes distribuídas adequadamente nas Edificações cuja finalidade é reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertando para os risco existentes. Também para garantir que sejam adotadas ações adequadas a situações de risco, que orientem as ações de combate e facilitem a localização dos equipamentos e das rotas de saída, para abandono seguro da edificação em caso de incêndio. São definidas através da IT-15 do Corpo de Bombeiro Militar de Minas Gerais.

2) Como faço para comprar e instalar estas placas? Primeiramente, estas placas deverão ser definidas através de um Projeto específico de Prevenção e Combate a Incêndio. Após a aprovação do mesmo pelo Corpo de Bombeiros, é que estará liberado para compra e instalação.

3) Quantos tipos de placas de sinalização, existem? As placas de sinalização são divididas em 02 grandes grupos: Grupo 1: Sinalização Básica – Grupo 2: Sinalização Complementar. Por sua vez a Sinalização Básica é dividida em 04 categorias:

  • Sinalização de proibição:
  • Sinalização de alerta;
  • Sinalização de orientação e salvamento;
  • Sinalização de equipamentos

Já a Sinalização Complementar, como o próprio nome diz, visa complementar a Sinalização Básica, mais especificamente com relação a rotas de saída, obstáculos, mensagens escritas, demarcações de áreas e identificação de sistemas hidráulicos fixos de combate a incêndio.

4) A que altura estas placas devem ser instaladas? As placas de Proibição, de Alerta e de Sinalização de equipamentos, devem ser instaladas a uma altura de 1,80 m, medida do piso acabado à base da sinalização. Já a sinalização de Orientação e Salvamento deve ser instalada da seguinte forma:
– se for em portas, deverá ser instalada na folha da mesma a 1,80 m de altura ou então acima da mesma a 10 cm da verga;
– se for de identificacao dos pavimentos, deverá ser instalada também a 1,80 m de altura;

Com relação a sinalização Complementar, quando em parede, deverá estar em uma altura constante entre 25 e 50 cm do piso acabado, à base da sinalização.

5) Quando um extintor estiver instalado em um pilar, há necessidade de mais de uma sinalização? Sim. Devem ser sinalizadas todas as faces do pilar que estiverem voltadas para os corredores de circulação de pessoas e veículos.

6) Como definir o tamanho de uma placa de sinalização? O tamanho da placa deve ser definido através da fórmula a seguir, normalizada através do Anexo A da IT-15: A > L x L/2000. Onde A = área da placa em metro quadrado. L = distância do observador à placa, em metros (distância mínima de 4 m)

7) O que é sinalização de piso para equipamentos de incêndio? É uma sinalização que normalmente é pintada no chão, para indicar a localização dos equipamentos de combate a incêndio e alarme, evitando com isto a obstrução destes locais. Normalmente pintados em garagens, áreas de fabricação, depósitos e locais utilizados para movimentação de mercadorias e de grande varejo. A sinalização tem 1,0 x 1,0 metro e está detalhada através do código E12 da IT -15.

8) As escritas das placas de sinalização podem estar escritas em outros idiomas? As expressões escritas utilizadas nas sinalizações devem seguir as regras, termos e vocábulos da língua portuguesa, podendo, complementarmente e, nunca exclusivamente, ser adotado outro idioma. As placas devem possuir efeito fotoluminescente.

9) Quais os tipos de materiais que podem ser feitas as placas de sinalização? Os seguintes materiais podem ser utilizados para a confecção das sinalizações de emergência: placas em materiais plásticos, chapas metálicas, outros materiais semelhantes. No entanto, o material escolhido deverá possuir boa resistência mecânica e espessura suficiente para que não sejam transferidas para a superfície da placa, possíveis irregularidades das superfícies onde forem instaladas.

10) Qual a vida útil de uma placa de sinalização? A vida útil de uma placa de sinalização vai depender muito do material que foi utilizado na confecção da mesma e também da metodologia aplicada na fabricação. O importante então é que sejam feitas inspeções periódicas para efeito de manutenção. Desde uma simples limpeza até a substituição por outra nova, quando suas propriedades físicas e químicas deixarem de produzir o efeito visual para os quais foram confeccionadas.

Ponto do Incêndio

Extintores de Incêndio

Extintores

10 Dúvidas Frequentes

1) Eu tenho uma oficina de veículos, qual tipo de extintor devo instalar? 

A escolha de um determinado tipo de extintor para uma dada situação, deve ser determinada pela característica e tamanho do fogo esperado, tipo de construção e sua ocupação, risco a ser protegido, as condições de temperatura do ambiente, e outros fatores. É importante ter conhecimento dessas informações para escolher de forma correta o tipo de extintor a utilizar e evitar acidentes ainda piores. Por exemplo, incêndio em material elétrico energizado, o extintor de água não pode ser utilizado para o combate ao fogo, porque a água é condutora de eletricidade, podendo aumentar o incêndio. Existe um extintor que pode combater fogo em madeira, papel, tecido, materiais sólidos em geral (classe A), líquido inflamáveis (classe B) e equipamento elétrico energizado (classe C). Além de ser menor e mais fácil de ser manuseado, é mais leve e possibilita que qualquer pessoa use . É o extintor de Pó, do tipo ABC. No entanto o correto é sempre buscar a consultoria de um Engenheiro especializado, que baseado nas características do local, bem como seguindo as Normas Brasileiras e Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, executará um projeto onde estarão especificados os tipos de materiais de prevenção e combate a incêndio a serem utilizados, entre eles o tipo de extintor.

2) A que altura um extintor deve ser instalado?

Quando fixados em paredes, divisórias ou pilares, a alça de suporte de manuseio deve variar, no máximo, até 1.60 m do piso, de forma que a parte inferior do extintor permaneça a no mínimo 20 cm do piso acabado. Mas atenção: o suporte de fixação dos extintores, deve resistir a pelo menos a 3 (três) vezes o peso do extintor.(ref. IT-16 – Item 5.2.2.1 e 5.2.2.2)

3) O extintor pode ser instalado em área externa?

Sim. É possível. Desde que permaneça protegido contra intempéries e danos físicos em potencial.Normalmente dentro de abrigos apropriados. Esses abrigos devem possuir um visor de material transparente que possibilite a visualização do extintor no interior do mesmo. No entanto, deve-se observar o seguinte aspecto: é proibido trancar abrigos de extintores, exceto em locais sujeitos ao vandalismo, onde esses podem estar fechados à chave ou meio similar, dede que seja possível o rápido acesso ao equipamento em situação de emergência.
(ref. IT-16 – Itens 5.2.1, 5.2.2.6 e 5.2.2.7)

4) No meu prédio tem extintores antigos de água pressurizada. É possível trocar por extintores do tipo ABC?

Sim é possível. Conforme IT-16, no item 5.2.2.5 o extintor com agente de múltiplo uso ABC poderá substituir qualquer tipo de extintor de classes específicas A, B ou C, dentro de uma edificação ou área de risco.

5) O que são extintores sobre rodas?

Os extintores de incêndio denominados, sobre rodas, são extintores normalmente instalados para a proteção de áreas de alto risco. Locais onde seja necessária alta vazão de agente extintor, maior tempo de descarga alcance de jato e maior quantidade de agente extintor, tais como: postos de combustíveis, subestações elétricas e outros locais onde houver manipulação e/ou armazenamento de explosivos, inflamáveis ou combustíveis cujos reservatórios não estejam enterrados. Ou quando houver exigência por outra Instrução Técnica ou NBR complementar. A distância máxima a ser percorrida para se atingir extintores sobre rodas, deve ser de uma vez e meia os valores estabelecidos para os extintores portáteis. (ref. IT-16 – Item 5.2.3)

6) O que é “Classe de fogo”?

“Classe de fogo” é a classificação do fogo de acordo com as características dos materiais combustíveis ou inflamáveis, sendo: Classe A: fogo em materiais combustíveis sólidos, que queimam em superfície e profundidade através do processo de pirólise, deixando resíduos; Classe B: fogo em líquidos e/ou gases combustíveis ou inflamáveis e sólidos combustíveis que se liquefazem por ação do calor, como graxas, que queimam somente em superfície, podendo ou não deixar resíduos; Classe C: fogo em materiais, equipamentos e instalações elétricas energizadas; Classe D: fogo em metais combustíveis, como magnésio, titânio, alumínio, zircônio, sódio, potássio e lítio; Classe K: fogo em óleos e gorduras animais ou vegetais, utilizados na cocção de alimentos;

7) Extintores podem ser instalados em escadas?

Não. É proibida a instalação de extintores em escadas.
Observar também que para proteção de locais fechados, tais como salas elétricas, compartimentos de geradores, entre outros, os extintores devem ser instalados no lado externo, próximo à entrada desses locais, respeitando-se as distâncias máximas a serem percorridas. (ref. IT-16 – Itens 5.2.2.3 e 5.2.2.10)

8) Na minha indústria tem um depósito de materiais combustíveis. É possível agrupar os extintores que vão proteger esta área?

Depende. Se este depósito de materiais combustíveis, estiver localizado em área descoberta, conforme IT-16, item 5.2.2.13 é possível sim. Neste caso os extintores deverão ficar agrupados em abrigos e o percurso máximo será de 50 metros.

9) É possível instalar os extintores diretamente no piso ou invés de fixá-los na parede?

Sim é possível. Neste caso os extintores deverão ficar apoiados em suportes apropriados para esta finalidade. Estes suportes deverão ser fixados no piso. A altura recomendada é entre 10 e 20 cm do solo.(ref. IT-16 – Item 5.2.2.4)

10) É necessário sinalizar o local onde o extintor está instalado?

Sim, a sinalização é obrigatória através de placas fotoluminescentes.
Quando o extintor estiver instalado em pilar, todas as faces deste pilar que estiverem voltadas para os corredores de circulação de pessoas e veículos, também deverão ser sinalizadas.

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Detecção & Alarme

Dúvidas Frequentes – Detecção e Alarme de Incêndio

1) Em que consiste um Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio?

Consiste em um conjunto de equipamentos conectados adequadamente de forma a detectar um princípio de incêndio, no menor tempo possível. Estes equipamentos são: centrais de alarme; detectores, sinalizadores,  sirenes, etc. Com base nos dados levantados na fase de planejamento e projeto devem ser definidos o tipo de sistema de detecção e o tipo de detector apropriado para cada ambiente a ser protegido, é preciso considerar a sensibilidade do detector e o tempo de resposta do sistema. (ref NBR-17240)

2) Quais os tipos de sistemas de Detecção disponíveis no mercado?

– Sistema de Detecção Convencional;
– Sistema de Detecção Endereçável
– Sistema de Detecção Analógico;
– Sistema de Detecção Algorítmico.
(ref. NBR-17240 – item 5.1)

3) Qual a diferença entre um Sistema Convencional e um Sistema Endereçável?

No Sistema Convencional, cada circuito de detecção é instalado em uma determinada zona ou área protegida. Quando atuado um dispositivo de detecção, a central identifica somente a área protegida pelo circuito de detecção onde o dispositivo está instalado. Este sistema não permite o ajuste do nível de alarme dos dispositivos de detecção via central de alarme. Já no Sistema Endereçável, com o próprio nome diz, recebe um endereço que permite a central identificá-lo individualmente. Quando atuado um dispositivo de detecção, a central identifica a área protegida e o
dispositivo em alarme. (ref. NBR-17240 – item 5.1)

4) Onde devem ser instaladas a Centrais de Alarme? 

Não só as Centrais de Alarme, mas também Painel Repetidor e Painel Sinótico (quando for o caso), deverão ser instalados em áreas de fácil acesso, tais como salas de controle, salas de segurança ou bombeiros, portaria principal ou entrada de edifícios. A Central deve ser monitorada, local ou remotamente, 24 hs por dia, por pessoal instruído. Caso a Central não seja instalada junto da entrada da edificação, recomenda-se a instalação de um painel repetidor ou painel sinóptico próximo da entrada da edificação. A Central não pode ser instalada próximo a materiais inflamáveis ou tóxicos. O local deve ser ventilado e protegido contra a penetração de gases e fumaça. Além disso, deve-se prever um espaço livre mínimo de 1 m em frente a central, destinado a sua operação e manutenção preventiva e corretiva. (ref. IT-14 – Item 5.6 )

5) A que altura a Centrais de Alarme devem ser instaladas?

De acordo com a IT-14, as Centrais de Alarme devem ser instaladas de forma que sua interface de operação
(teclado/visor) fique a uma altura entre 1,4 e 1,6 m do piso acabado, para operação em pé. Para operadores
sentados, a interface de operação deve estar entre 0,90 e 1,20 m do piso acabado, para melhor visualização
das informações. (ref IT-14- item 5.6.3)

6) É obrigatório o uso de Sirenes ?

Sim. O uso de sirenes é obrigatório. A Central deve acionar o alarme geral da edificação, que deve ser audível em toda a edificação. Em locais de reunião de público, para se evitar tumulto, poderá haver um pré-alarme (sinal sonoro) apenas na sala de segurança, junto a central de alarme para que sejam tomadas as medidas de evacuação por pessoal instruído. Neste caso, a Central deverá possuir um temporizador para acionamento posterior do alarme geral, com tempo de retardo de no máximo 2 minutos, caso não sejam tomadas as ações necessárias (na sala de segurança ou na portaria 24 hs) para verificar o pré-alarme da central. Caso haja Brigada de Incêndio na edificação, e somente neste caso, pode-se ainda optar por uma mensagem eletrônica automática de orientação e abandono, como pré-alarme, ao invés do alarme geral. Observações:
1 – mesmo com o pré-alarme na central de segurança, o alarme geral é obrigatório para toda a edificação.
2 – nos locais de reunião de público, divisão F-6 (boates, salões de baile, restaurantes dançantes e casas de show), onde se tem alta intensidade sonoro, será também obrigatória a instalação de avisadores visuais.
(ref IT-14- itens 5.7.1 e 5.7.3)

7) O acionador manual deverá ser instalado em todas as áreas da edificação?

Depende. Onde houver sistema de detecção instalado, será obrigatória a instalação de acionadores manuais, exceto para ocupação da divisão F-6 (boates, salões de baile, restaurantes dançantes e casas de show), onde o acionador manual é opcional nas áreas de concentração de público, mas obrigatório nas demais áreas.(ref IT-14- item 5.7.2)

8) A que altura os acionadores manuais devem ser instalados?

Os acionadores manuais devem ser instalados a uma altura entre 0,90 e 1,35 m do piso acabado, na forma embutida ou de sobrepor, na cor vermelho segurança. Preferencialmente devem ser instalados nas áreas comuns de acesso e/ou circulação, próximo aos pontos de fuga ou próximo aos equipamentos de combate a incêndio, como extintores e hidrantes. E o mais importante: a distancia máxima a ser percorrida por uma pessoa, em qualquer ponto da área protegida até o acionador mais próximo, não pode ser superior a 30 metros. (ref IT-14- itens 5.8 a 5.10)

9) E com relação aos eletrodutos e cabos, o que dizem as normas?

Seguem abaixo alguma recomendações da NBR-17240, que trata deste assunto:
6.7.1 Toda a rede de eletrodutos de um sistema de detecção e alarme de incêndio deve ser dedicada, ou seja, atender exclusivamente a este sistema;
6.7.2 Os eletrodutos devem ser preferencialmente metálicos, garantindo a proteção mecânica e eletromagnética da fiação que passa por eles. Podem ser aparentes ou embutidos.
6.7.3 O sistema deve ter todos os eletrodutos, caixas de passagem, blindagens de cabos e partes metálicas, ligados a um mesmo referencial de terra, preferencialmente o da área de instalação da central, sendo seguramente aterrados.
6.7.4 Para facilitar a manutenção, é recomendável a instalação de caixas terminais junto à prumada de cada andar de edifícios, com bornes devidamente identificados.
6.7.5 Os eletrodutos do sistema de detecção e alarme de incêndio devem conter apenas circuitos elétricos na tensão nominal de 24 Vcc. Eventuais circuitos elétricos adicionais com tensões diferentes desta devem ser instalados em eletrodutos distintos.
6.7.6 O eletroduto deve ter perfeita continuidade elétrica, rigidez mecânica compatível com o ambiente de instalação e condições satisfatórias de aterramento. Se a continuidade elétrica dos eletrodutos não puder ser garantida pela própria interligação, devem ser instalados cabos de cobre nus e abraçadeiras para interligar os eletrodutos eletricamente.
6.8.1 Os circuitos dos sistemas de detecção e de alarme devem atender aos requisitos da ABNT NBR 5410.
6.8.2 Os condutores elétricos devem ser de cobre, rígidos ou flexíveis, e ter isolação não propagante à chama, que resista à temperatura maior ou igual a 70 °C. Os fios e cabos singelos devem possuir tensão de isolação mínima de 600 Vca e bitola adequada, sendo a mínima permitida de 0,75 mm2. Os condutores elétricos de cabos multipares, devem possuir tensão de isolação mínima de 300 Vca e bitola adequada, sendo a mínima permitida de 0,50 mm2.
6.8.3 Quando utilizados fios ou cabos elétricos sem blindagem, são necessários meios de proteção mecânica e contra-indução eletromagnética. Nestes casos devem ser utilizados eletrodutos metálicos rígidos ou flexíveis, calhas e bandejamentos metálicos fechados, de uso exclusivo do sistema de detecção de incêndio.
6.8.4 Em caso de utilização em eletrodutos não metálicos, calha ou bandejamento aberto, perfilados, ou quaisquer meios sujeitos a interferências eletromagnéticas, os fios e cabos devem ser necessariamente blindados, com as características de 6.8.2. A blindagem deve ser devidamente aterrada na central, conforme a ABNT NBR 5410.

10) É permitido o uso de Centrais que operam por radiofrequência?

Sim. No Estado de Minas Gerais é admitida a utilização de sistema de detecção e alarme de incêndio com uso de dispositivos de radiofrequência e sem utilização de fiação analógica. No entanto, deverá ser emitido Laudo Técnico e a respectiva ART assinada pelo RT da empresa que detém a responsabilidade técnica dos equipamentos, de forma a garantir a eficiência do sistema referenciado, frente a possíveis situações que possam inviabilizar o seu funcionamento, a exemplo de eletroímãs e interferências causadas por outros dispositivos por radiofrequência. (ref IT-14- item 5.19)

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Ponto do Incêndio Ltda

Casa de bombas

CASA DE BOMBAS

10 Dúvidas Frequentes

1) As bombas de incêndio só podem ser acionadas por motor elétrico? Não. As bombas de incêndio devem ser do tipo centrífuga, mas podem ser acionadas tanto por motor elétrico, com por motor a combustão. No entanto não é recomendada a instalação de Bombas de Incêndio com pressões superiores a 100 mca. (ref IT-17 – item 5.10.1 e C.1.12)

2) Quando é necessário o uso de Bomba Jockey? A Bomba Jockey é utilizada quando for necessário manter a rede do sistema de hidrantes ou de mangotinhos devidamente pressurizada em uma faixa preestabelecida e também para compensar pequenas perdas de pressão. Esta bomba deve ter vazão máxima de 20 LPM.
* São utilizadas normalmente em sistemas cuja bomba principal tem potência acima de 10 cv. Porque nestes casos, não é conveniente que esta bomba principal fique ligando apenas para compensar pequenas perdas de pressão que ocorrem normalmente ao longo do tempo. (ref IT-17- item C.1.13)
* Observaçao prática do autor.

3) É necessário instalar sistema de “BY PASS” em qualquer Casa de Bomba? Não. O sistema de “by pass”, ou passagem secundária, é obrigatório somente quando o Reservatório for elevado. Necessário para garantir o fluxo da água na prumada, mesmo nos casos em que a Bomba estiver impossibilitada de funcionar. Por conseguinte, naqueles casos onde o reservatório estiver abaixo do nível da bomba, é totalmente desnecessária a instalação do “by pass”. (ref IT-17- item 5.10.1)

4) Qual o tamanho exigido por norma para uma Casa de Bomba? Não existe um tamanho minimo ou máximo exigido por norma. As dimensões da Casa de Bombas devem ser tais que permitam acesso em toda a volta das bombas de incêndio e espaço suficiente para qualquer serviço de manutenção local, nas bombas de incêndio e no
painel de comando, inclusive viabilidade de remoção completa de qualquer um dos itens de incêndio ali instalados. Porem é importante observar que as Casas de Bombas que estiverem em compartimento enterrado ou em barriletes, deverão possuir acesso no mínimo através de escadas do tipo marinheiro, sendo que no caso de barrilete, o mesmo deverá possuir “pé direito” de no mínimo 1,5 m. É importante observar também que as Bombas de Incêndio não podem ser instaladas em salas ou ambientes que contenham qualquer outro tipo de máquina ou motor que não seja de combate a incêndio. (ref IT-17- item C.1.2 , C.1.2.1 e C.2.5)

5) É permitida a instalação de Bomba de Incêndio em cota de terreno acima do nível da água do reservatório? Sim, mas desde que sejam observados os seguintes requisitos:
– ter válvula de “pé com crivo” instalada no extremo da tubulação de sucção. E esta tubulação seja
exclusiva para a Bomba de Incêndio;
– ter meios adequados que mantenham a tubulação de sucção sempre cheia de água, devendo utilizar
sistema de escorva automática;
– a escorva automática deverá ser conseguida através de tubulação advinda de um reservatório superior,
cujo volume deverá ser de no mínimo: Sistemas tipo 1 (100 litros), Sistema tipo 2 ou 3 (200 litros).
– o diâmetro desta tubulação deverá ser de no mínimo 19 mm;
– este reservatório por sua vez deverá ser abastecido por outro reservatório elevado e possuir de forma
alternativa abastecimento pela rede pública de água da concessionário local;
(ref IT-17- item C.2.6)

6) Como deve ser o acionamento das Bombas de Incêndio? As Bombas de Incêndio podem ser acionadas de forma manual ou automática. A forma de acionamento será definido no projeto, buscando atender a melhor configuração técnica que aquele sistema necessitar. (ref IT-17- item C.2.1)

7) Como deve ser executado o acionamento manual? Quando o acionamento for manual, deverão ser instaladas botoeiras do tipo “Liga-Desliga”, junto a cada caixa de hidrante ou mangotinho. (ref IT-17- item C.2.2)

8) Como deve ser executado o acionamento automático? O acionamento automático deverá se dar através de Pressostato. Ou seja, uma simples abertura de qualquer Hidrante, ocasionará uma queda da pressão na rede. Esta queda de pressão será detectada pelo pressostato que enviará ao quadro de comando, um sinal para ligar a bomba.
Porém após a bomba ter sido ligada, a mesma somente poderá ser desligada “manualmente” no seu próprio quadro de comando, localizado na casa de bombas. Deve ser previsto também pelo menos um ponto de acionamento manual, instalado em local seguro da edificação e que permita fácil acesso, podendo ser na própria casa de bombas.
(ref IT-17- item C.1.6 e C.1.7)

9) E quando na Casa de Bombas, além da Bomba principal, tiver também Bomba Jockey? Neste caso, a regra descrita no item 8, continua valendo para a Bomba principal. No entanto para a Bomba Jockey, a norma exige que a mesma seja ligada e desligada automaticamente. Isto através de um outro pressostato, independente do da bomba principal, e instalado também na tubulação de recalque. A pressão máxima da Bomba Jockey deverá ser igual a pressão da Bomba principal, medida sem vazão (shut-off). Recomenda-se também que o diferencial de pressão entre os acionamentos sequenciais das bombas, seja de aproximadamente 10 mca. (ref IT-17- item C.1.13.1 e C.1.13.2)

10) Em qual local deverá ser instalado o Quadro de Comando das Bombas? O Quadro deverá ser instalado o mais próximo possível do motor da Bomba de Incêndio, porém deverá está convenientemente protegido contra respingos de água e de penetração de poeira. (ref IT-17- item C.2.18)

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Edificações Existentes

Edificações Existentes

 10 Duvidas Frequentes

1) Meu prédio é muito antigo e não tem nenhum tipo de Equipamento de proteção contra incêndio, como proceder? Você deve inicialmente procurar um Engenheiro cadastrado no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e solicitar a confecção de um projeto técnico, segundo as normas desse órgão. No entanto, por ser edificação existente, caso haja impossibilidade técnica de execução de alguma das medidas exigidas pela legislação atual, o engenheiro poderá através de laudo técnico, apresentar as justificativas para apreciação do Corpo de Bombeiros. Este procedimento encontra amparo legal na IT-40/2016 do próprio órgão.  (ref IT-40 – item 2.1)

2) Como posso comprovar para o Corpo de Bombeiros que meu prédio é antigo? A comprovação da existência ou construção da edificação ocorrerá através de documentos comprobatórios emitidos pela administração pública (processos no CBMMG, prefeitura, secretarias, empresas e/ou órgãos públicos, autarquias, etc) ou cartórios (registro de imóveis, atas de condomínio, etc), desde que informe ocupação, área construída e data da edificação.
No entanto a aceitação dos documentos comprobatórios caberá ao Analista/Vistoriador do CBMMG e deverá compor o Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) (ref. IT-40- item 5.2)

3) E se o prédio não tiver nenhum desses documentos oficiais? Mesmo assim ainda é possível apresentar laudo técnico utilizando imagem fotogramétrica para comprovação de edificação existente ou construída, devendo ser emitido por profissional devidamente habilitado, acompanhada da respectiva ART/RRT. (ref. IT-40- item 5.2)

4) No meu prédio, não tem condição de adaptar as saídas de emergência para abrir no sentido da rota de fuga. O que fazer? A IT-40 contempla esta situação. Poderá ser aceita a abertura da porta no sentido contrário a rota de fuga, mas atenção, todos pre-requisitos enumerados no item 6.3.1 e 6.3.2 da referida norma, deverão ser atendidos.

5) Em prédio existente é possível aproveitar o volume de água de consumo, para complementar a
reserva técnica de incêndio?
Sim, mas desde que sejam atendidas as seguintes condições:

  • haja impossibilidade técnica de execução de complementação da Reserva Técnica de Incêndio para
    atendimento a exigência atual;
  •  o volume da Reserva Técnica de Incêndio existente corresponda a pelo menos 50% do volume total da
    exigência atual;
  •  o sistema de hidrantes seja do tipo 1 ou 2 (classificação atual da IT-17);
  •  o resultado da soma dos volumes (RTI mais volume consumo) seja suficiente para uma autonomia mínima de 30 minutos de uso do sistema de hidrantes; (ref IT-40- itens 6.12.1 e 6.12.2)

6) No meu prédio, o único lugar que daria para instalar os hidrantes, seria na caixa de escada. Isto
é possível? Depende. Se a escada for do tipo não enclausurada, o prédio não ultrapassar a 12 metros de altura e
atender as demais condiçoes especificadas no item 6.13 da IT-40, isso é possível.

7) O que é Hidrante de coluna seca? Este é um recurso que também poderá ser utilizado, quando na edificação existente não for possível construir ou instalar reservatório para a Reserva Técnica de Incêndio. Mas atenção, todos as condições citadas no item 6.15 da IT-40 deverão ser atendidos na íntegra.

8) Os degraus e patamares da escada do meu prédio não atendem a legislação atual, o que fazer?
Este caso também está previsto na IT-40, através do item 6.6. É possível sim adaptar a escada existente, desde que sejam atendidas as exigências mencionadas no item 6.6 anterior.

9) E com relação as “rampas”, o que prevê a IT-40? A aceitação das rampas com declividade superior a declividade prevista na IT-08 ocorrerá se:
– atender aos mesmos critérios exigidos para largura de escadas, inclusive os previstos na IT-40;
– atender aos critérios exigidos para guarda-corpo e corrimão de escadas, inclusive os previsto na IT-40;
– sejam as rampas no sentido descendente da rota de fuga;
– seja mantida a constante condiçao de piso antiderrapante;
– adotar 12,5% em todas as ocupações para rampas internas e externas (exceção grupos C,I e J que podem adotar 15%);

10) Em construções existentes, o alcance do jato de água poderá ser somado ao comprimento da
respectiva mangueira, para fins de definição de alcance da área a ser protegida? Depende. Se o sistema de hidrantes for do tipo 2 ou 3 (classificação atual da IT-17) e forem atendidas todas as condições mencionadas no item 6.14 da IT-40, isto é possível. Mas é sempre bom lembrar: todas estas adaptações mencionadas em todos os itens acima, deverão ser justificadas por meio de Laudo Técnico de profissional habilitado e cadastrado no CBMMG, bem como acompanhado da respectiva ART/RRT.

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Ponto do Incêncio

Hidrante Recalque

O Hidrante Recalque é composto por 4 (quatro) peças, são elas:

  1. Registro Globo Angular Válvula Castelo diâmetro 63 mm (2.½”)
  2. Adaptador Engate Rápido 63 x 63 mm Storz | Rosca Fêmea
  3. Tampão Cego com Corrente, diâmetro: 63 mm (2.½”) Tipo: Storz
  4. Tampão de Ferro Fundido com Aro, 60 x 40 cm.

O Hidrante Recalque é utilizado pela brigada de incêndio ou pelos bombeiros para alimentar o sistema de incêndio de uma determinada edificação seja ela residencial ou comercial esse procedimento visa garantir que todos os componentes dos hidrantes internos ou externos do sistema tenham água com pressão suficiente e adequada para combater as chamas.

Veja abaixo que a IT 17 – CBMMG diz a respeito do Hidrante Recalque

5.3 Recalque

5.3.1 Todos os sistemas devem ser dotados de dispositivos de recalque, consistindo em um prolongamento de diâmetro no mínimo igual ao da tubulação principal, cujos engates devem ser compatíveis com junta de união tipo
“engate rápido” de DN 65mm.

5.3.2 Quando a vazão do sistema for superior a 1000 LPM, o dispositivo de recalque deve possuir um registro de recalque adicional com as mesmas características definidas em 5.3.1, sendo que o prolongamento da tubulação deve
ter diâmetro no mínimo igual ou superior ao existente na tubulação de recalque do sistema.

5.3.3 Preferencialmente o dispositivo de recalque deve ser instalado de fronte ao acesso principal da edificação.

5.3.4 Quando o dispositivo de recalque estiver situado no passeio público, deve possuir as seguintes características,
conforme Figura 1:
a) ser enterrado em caixa de alvenaria, com fundo permeável ou dreno; b) a tampa deve ser articulada e requadro em ferro fundido ou material similar, identificada pela palavra “INCÊNDIO”, com dimensões de 0,40 m x 0,60 m e pintada da cor vermelha; c) estar afastada a 0,50 m da guia do passeio; d) a introdução voltada para cima em ângulo de 45º e posicionada, no máximo, a 0,15 m de profundidade em relação ao piso do passeio; e) registro tipo globo angular 45º ∅ 63mm situado a no máximo 0,50 m do nível do piso acabado, Classe 300. Esta Válvula deve: 1) permitir o fluxo de água nos dois sentidos e instalada de forma a garantir seu adequado manuseio; 2) vedação etileno propileno, com haste ascendente, com castelo quadrado de uso específico do CBMMG.

5.3.5 O dispositivo de recalque pode ser instalado na fachada principal da edificação, ou no muro da divisa com a rua, com a introdução voltada para a rua e para baixo em um ângulo de 45º e a uma altura entre 0,60m e 1,00m em relação ao piso do passeio da propriedade. A localização do dispositivo de recalque sempre deve permitir aproximação da viatura apropriada para o recalque da água, a partir do logradouro público, para o livre acesso dos bombeiros, devendo ser identificado e pintado na cor vermelha.

5.3.6 O hidrante de recalque pode ser constituído de um hidrante de coluna externo, localizado a uma distância
máxima de 10,0 metros até o local de estacionamento das viaturas do Corpo de Bombeiros.

5.3.7 É vedada a instalação do dispositivo de recalque em local que tenha circulação ou passagem de veículos.